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MEMÓRIA....São lembranças , reminiscências , vivências de nossos ancestrais que permanecem vivas em nossa consciência. É ela a mediação entre o passado e o presente e garante que toda produção humana não seja em vão, tenha um sentido na construção do presente do presente. Tem ampla área de atuação: linguagens e códigos, ciências da natureza, matemática, ciências humanas ou qualquer outra área gerada pelo pensamento humano. Cabe lembrar a importância da aventura que propomos para garantir a memória de nossa cidade e nossa entidade, tendo em vista as profundas alterações históricas ocorridas em nossa região, a partir da segunda metade do século XX. Mudanças que vão desde a alteração na ocupação do espaço, bem como na forma de vida e principalmente em grandes ondas de migrantes que chegam a Ubatuba e que não tiveram acesso a essas lembranças.






quarta-feira, 28 de setembro de 2016

RETORNO DE OCASIÃO.......

Ubatuba em época de tainha (Arquivo Igawa)
       Há dois anos, respondendo ao colega Chico Abelha, publiquei o presente artigo para maiores informações a respeito da Caçandoca. Só esqueci de lhe dizer o quanto foi importante, na luta local, a entrevista com a Dona Maria Galdino, feita pelo mano Mingo no começo de 1990. Acho que cabe a ele publicar essa riqueza por ele escavada. Aguardemos!

     Olá, Chico! Está acompanhando essa narrativa? Ela é localizada, ou seja, a partir do lugar, das pessoas e da problemática da minha ascendência paterna (da região da Caçandoca). Porém, se aplica ao macrocosmo de Ubatuba. É por isso que, numa audiência pública das terras caiçaras, um representante da promotoria pública estadual afirmou que “não existe um pedaço de terra em Ubatuba que não tenha pelo menos três documentos brigando entre si”. 

sábado, 24 de setembro de 2016

TAUBATEANOS PEDEM NO GONGRESSO ESTADUAL AUTORIZAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA ESTRADA ENTRE LIGANDO O LITORAL NORTE AO VALE DO PARAIBA





31  de Maio de 1895   O C.el João Affonso Vieira e o major Victoriano Eugênio Marcondes Varella pleiteiam do Congresso Estadual autorização para construírem uma estrada partindo do porto de São Sebastião, ligando-se à estrada Taubaté Ubatuba e à Central e terminando em São Bento do Sapucaí. “Consta”. (O Popular).

MORRE EM TAUBATÉ A UBATUBENSE E VISCONDENSA DE TREMEBÉ D. MARIA BELMIRA DE FRANÇA





13 de Julho de1910   Morre em Taubaté a Viscondessa de Tremembé, esposa do Visconde. Chamava-se D. Maria Belmira de França, natural de Ubatuba, filha do prof. José Belmiro de França e D. Joaquina Belmira de França, tendo vindo com a família para esta cidade e aqui se casou com o c.el José Francisco Monteiro, o Visconde. Quando D. Pedro II deu o título ao marido o fez a ela também. Era tia por afinidade do Dr. José Aristides Monteiro e do c.el Augusto César Monteiro.

(O Norte  - Jornal  de  Taubaté).

DIFICULDADES NOS TRABALHOS DA CONSTRUÇÃO DA ESTRADA DE FERRO ENTRE TAUBATÉ A UBATUBA PREOCUPA A IMPRENSA TAUBATEANA....1891





16  de Julho de 1891   Com a aproximação, daqui pra lá, dos trabalhos de preparo do leito da estrada de ferro Taubaté e Ubatuba, da raiz da serra e diante das dificuldades que surgem para a execução da descida íngreme, a imprensa de Taubaté sugere que a descida seja feita por tropa mesmo, mas que urge adquirir uma ou duas embarcações para o trajeto Ubatuba-Rio de Janeiro, tal os preços dos fretes extorsivos pagos atualmente entre esta cidade e a capital federal. (Jornal do Povo).

GOVERNADOR DR. ADEMAR DE BARROS INAUGURA EM UBATUBA SERVIÇOS DE LUZ ELÉTRICA, FORÇA E TELEFONE ...1948




18  de  Julho de1948   Com a presença do governador Dr. Ademar de Barros e do Ex.mo Sr. Bispo de Santos, realizam-se em Ubatuba as solenidades de inauguração dos serviços de luz elétrica, força e telefone, melhoramento devido à Companhia Taubaté Industrial e Ex.ma Família Guisard. (Taubaté Jornal).

GOVERNADOR DA PROVINCIA DE SÃO PAULO ASSINA DECRETO QUE CADUCA CONTRATO REF. A CONSTRUÇÃO DA FERROVIA TAUBATÉ A UBATUBA...1897





14  de   Agosto de 1897   Dr. Campos Salles assina decreto consideran-do caduco o contrato celebrado entre o Gover-no da então Província de São Paulo com os Srs. Sebastião Gomes da Silva Belfort e Carlos Bernard para construção de uma estrada de ferro por tração animal entre Ubatuba e Guaratinguetá com um ramal para Pinda. (Diário de Taubaté).

INCORPORADORES DA COMPANHIA CONSTRUTORA DA ESTRADA DE FERRO TAUBATÉ Á UBATUBA SÃO RECEBIDOS COM FESTA EM TAUBATÉ...



18 de Agosto de 1890 .....  Os Srs. John M. Tindall, Dr. C. e Normanton, incorporadores da Companhia Construtora da estrada de ferro Taubaté -Ubatuba, bem como os Srs. Victoriano Eugênio Marcondes Varella e Dr. Francisco Ribeiro de Moura Escobar, concessionários da mesma são alvo de outra manifestação do povo de Taubaté que os saúda defronte a suas casas. (Jornal do Povo).

INAUGURADO OS TRABALHOS DE CONSTRUÇÃO DA ESTRADA DE FERRO TAUBATÉ A UBATUBA.ANO 1890




E no dia 22 de Setembro de 1890   Às 9 h da manhã no Largo da Estação reali-zam-se as solenidades de inauguração dos trabalhos de construção da Estrada de Ferro Taubaté a Ubatuba. Ao ato comparecem o Conselheiro João Alfredo e mais de 2000 pessoas que o aclamam ao som de banda de música. O Côn. Benjamim de Toledo Mello faz eloqüente discurso. Há esperanças da estrada funcionar brevemente. (Jornal do Povo, Taubaté-SP).



terça-feira, 20 de setembro de 2016

ETNOCIDIO TUPINAMBÁ.............

Um painel numa moradia em Ubatuba (Arquivo JRS)

Hoje é feriado no município de Ubatuba. Qual a razão?

               Em 1563, os padres Anchieta e Nóbrega, após uma estadia confabulando com os senhores de engenhos (líderes políticos do Brasil colonial) na Baixada Santista, partiram numa comitiva, sob o patrocínio de José Adorno, um desses líderes, para negociar a paz com os índios confederados (Confederação dos Tamoios).

TUPINAMBÁS, OS PRIMEIROS UBATUBENSES............




Tupinambá é o nome de um povo indígena brasileiro que, por volta do século XVI, habitava duas regiões da costabrasileira: a primeira ia desde a margem direita do Rio São Francisco até o Recôncavo Baiano;[1] a segunda ia do Cabo de São Tomé, no atual estado do Rio de Janeiro, até São Sebastião, no atual estado de São Paulo. Este segundo grupo também era chamado de tamoio.[2] [3] Compunham-se de 100 000 indivíduos. Eram a nação indígena mais conhecida da costa brasileira pelos navegadores europeus do século XVI.[3] Atualmente, o principal grupo tupinambá reside no sul do estado da Bahia: são os tupinambás de Olivença.



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

UM PATRIMONIO CAIÇARA...................


Se despedindo do nosso lugar (Arquivo Edson Silva)

Família do pescador Antônio Athanásio: Virgínia (esposa), Antônio Athanásio, Alzira “Santinha” (filha), João Barroso (sobrinho), Maria da Lapa (Maria Antônia dos Santos Rosa (tia do Antônio Athanásio). Agachados: Idir e Edson (filhos).

               Edson é um patrimônio caiçara! Alguém duvida?

           O seu pai  Athanásio, que hoje empresta o nome à rua onde fica o Projeto Tamar,  era proprietário da área do atual aeroporto, recebida como herança de Maria da Lapa. Em 1940,  o governo começou  a retirada das famílias que residiam na área para construir o Campo de Aviação, sob pretexto de emergência de guerra. Na foto de 1942, a Família Athanásio desmanchava a casa e posava para a última recordação do local no jundu, onde nasceram todos.

domingo, 18 de setembro de 2016

DAS DORES..........DO ITAGUÁ..




A amiga Fátima, com muita inspiração e lembranças, nos presenteia - mais uma vez! - com belíssimo texto. Viva a mulher caiçara!


Viva capela Nossa Senhora das Dores do Itaguá!


      Ainda me vejo correndo pelo pátio da capelinha de Nossa Senhora das Dores no Itaguá durante o recreio das aulas de catequese. Ainda ouço os chamados da catequista, para retornarmos as aulas sob a observação e descontentamento de nossas algazarras do senhor Albino Alexandrino. É assim todas as vezes que fecho os olhos e me ponho a relembrar toda uma vida vivida sob os olhares da santa.